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domingo, 15 de outubro de 2017

Ao Mestre com Carinho

Olá pessoal, tudo bem?
Dia 15 de outubro, comemora-se o Dia dos Professores, momento  oportuno para pensarmos sobre a tarefa de ensinar,  que vai além de passar uma coreografia e os passos de dança, mas tem a ver com educar. Sim, educar o nosso aluno e fazer parte do processo de formação dele.
O profissional que ensina e educa tem que estar sensível o bastante para perceber a riqueza da diversidade humana que está em suas mãos, e tirar o maior proveito possível desta situação, em prol da aprendizagem de todos.

O professor que se encanta a cada dia com sua profissão, consegue reconhecer o potencial que cada aluno/aluna tem e que outras pessoas não conseguem. 
Quem não se lembra das palavras de estímulo/incentivo que recebeu de um professor ou professora?
Quem não se lembra da sua primeira professora/professor? 
Cada professor(a) é único(a) em sua maneira de ensinar, de semear conhecimento/informação e formação em seus alunos e alunas. Cada aula planejada com seriedade, carinho e alegria é um momento impar entre o professor e seus alunos e isso vai fazer com que professor e aluno cresçam mais a cada dia.
Desejo a todos os professores de dança um feliz dia e conquistas em sua jornada de trabalho.
Um abrace afetuoso em todos!!!
Até o próximo post!!!
Márcia Gabriela Mota

Manual de Comportamento no Ballet

Oi pessoal, tudo bem?

Sabemos que o ballet é suuuuper exaustivo e toma muito tempo, mas também é excitante e criativo, e muitos bailarinos tornam-se totalmente dedicados à sua profissão. 
É um mundo muito particular. Como disse Errol Pickford, estudante da Royal Ballet School: "Uma vez que se decide fazer dança com seriedade, tem-se que trabalhar arduamente o tempo todo, mesmo nas férias".
Você sabia? Quando era menina, Margot Fonteyn viu, certo dia, um cartaz em que havia uma bailarina e perguntou à sua mãe quem era ela. "É a Pavlova, a maior bailarina do mundo". "Então eu serei a segunda maior". Todas as pessoas que se dedicam à dança necessitam dessa confiança, embora nem todas possam chegar a ser uma primeira bailarina absoluta. Entretanto, embora possam ter consciência de que nunca ascenderão ao topo, muitas sentem ter realizado, através da dança, a maior ambição de suas vidas. 
Então aqui vão algumas regras de comportamento para a Sala de Aula e para os Palcos. Lembre-se que a disciplina no Ballet Clássico, e em qualquer outra modalidade de dança, é essencial e vai te ajudar a ir muito mais longe.



PARA A SALA DE AULA:

- Nunca faça uma aula de ballet de cabelos soltos, ou presos como "rabo-de-cavalo". Não é apropriado, além de atrapalhar no desempenho. O aconselhável é fazer um coque.


- Tente não se atrasar para chegar a aula. Além de tirar a concentração das outras alunas, pode não ser bom para você também, pois perderá os exercícios de aquecimento que são muito importantes. 
- Dê-se um breve momento de descontração e situe-se num estado de espírito adequado, antes de começar as aulas. Fazendo isso por si mesmo, você estará se ajudando a sentir mais confiança e segurança pessoal.
- Não entre no meio da aula sem pedir licença, uma bailarina precisa ser disciplinada, até mesmo porque precisa saber como se portar eventualmente quando for fazer cursos com outros professores.
- Uma vez iniciadas as aulas, ouça cuidadosa e atentamente, e procure memorizar o que lhe está sendo solicitado que faça. No início, é possível que você ache isso difícil, pois muitos movimentos que parecem simples precisam ser repetidos muitas vezes até serem executados com perfeição.
Tente sempre ir além do que você conseguiu na aula anterior, e mesmo que você não consiga ir além nesta aula vá tentando, mas nunca desista porque um dia você chega lá. É tentando que se consegue...
- Não seja tentado a conversar com seu vizinho, pois além de não estar ouvindo as instruções de seu professor, também estará perturbando a concentração dos outros alunos, e preste muita atenção quando seus colegas tirarem dúvidas, pois poderão ser as suas também.
- O professor corrigirá seus movimentos de tempos em tempos. Procure entender onde você está errando e empenhe-se em fazê-los corretamente. Preste atenção às correções dos outros alunos; elas podem aplicar-se também ao seu caso.
- PROCURE NÃO FALTAR AS AULAS -


PARA OS PALCOS:

- Embora requeira um tremendo esforço, a aula de balé também deve ser divertida. Se for interessante, a música de acompanhamento pode aumentar consideravelmente o prazer das aulas de balé. Ouça a música, pois ela afetará o modo como você se expressa nos movimentos. Afinal de contas, a dança é uma arte.

- Um pequeno desconforto é normal numa aula de balé, mas não se submeta a um esforço exagerado, visto que, por mais que a aula seja dada com cuidado, acidentes sempre podem acontecer. Se você sentir alguma dor, informe seu professor imediatamente e proceda de acordo com suas instruções.
- Trabalhar de maneira disciplinada não só ajudará você a conseguir muitos progressos na dança, mas também servirá de apoio em outras áreas de estudo, preparando-o, de um modo geral, para a vida no futuro.
- Sempre, em qualquer dança, se alongue antes de entrar no palco. Mesmo se você não tiver que executar passos onde tenha que "abrir a perna" é sempre bom pois dá um melhor desempenho. Se você pular muito durante a dança, faça exercícios que alonguem a panturrilha. Isso é muito importante. Mas não vá querer ultrapassar seus limites, pois isso pode dar no fim alguma lesão ou dor séria, que vai impedi-la de dançar!
* Nunca ensaie ou faça alongamento com o tutu ou roupa que vai dançar. Eles podem sujar ou até mesmo rasgar! Se der, vá ao local da apresentação com um colant por baixo da roupa, para quando chegar, poder se alongar à vontade. Comece de meia ponta, e depois vá para a ponta, se for preciso.
- Calma! É comum ficar nervosa, com um friozinho na barriga, mas procure não mostrar seu nervosismo para suas colegas. Elas também ficam nervosas e podem fazer acontecer algo ruim. Além do mais, em todas as apresentações de ballet e teatro, os artistas têm essa sensação, mas ao entrar no palco, tudo desaparece.... Mas se você acha que não vai desaparecer, pense em todos os ensaios, pense que aquele é só mais um, pense que está deslizando despreocupada em seu quarto, e pense que, se você errar uma pequena coisinha, como que lado virar, ninguém vai reparar, afinal eles não conhecem a coreografia. Mas pense principalmente em DANÇAR, dar o melhor de si, esticar bem o pé, sorrir e ficar en dehors, pois pode ter muita gente que entende de ballet na platéia... enfim dance! 
- Lembre-se que, enquanto você não está dançando, outras pessoas podem estar. Por isso, evite fazer barulho, ficar na passagem dos bailarinos em volta do palco ou mesmo, no caso de um teatro, ficar abrindo e fechando as portas dos camarins, de modo que a luz desses reflita no palco.
- Não esqueça de sorrir. Mostre que você está dançando por prazer, que dançando você se sente feliz. Uma bailarina séria tira toda a graça e suavidade da dança. 
- Antes de arrumar a sua bolsa, faça uma lista para não esquecer nenhum acessório. Comece pelos ítens mais importantes, como a sapatilha, o próprio figurino, os acessórios para cada dança, desodorante, etc. Assim, você corre menos risco de esquecer algo importante. 
- Sempre tenha em sua bolsa: um estojo com linha, tesoura e agulha, veja se suas meias não tem fios puxados e se suas sapatilhas estão com as fitas e elásticos bem presos. Leve uma meia de reserva. 
- A vida do bailarino profissional e até mesmo do estudante exige considerável dose de auto disciplina, pois é importante que aprenda, desde cedo, a ser independente. Por exemplo, você deve procurar cuidar pessoalmente de suas roupas de treino diário e assegurar-se de que estão limpas e em bom estado de conservação.
- Para a maquiagem, é bom ter sempre uma rede de reserva, escova, muitos grampos e gel, caso seu coque ou outro penteado soltar antes de entrar no palco. Se você tiver feito a maquiagem em casa, leve sempre de reserva o que você usou para fazê-la. Não deixe para pedir nada emprestado na hora de dançar. Uma vez ou outra não tem problema, mas uma pessoa que só usa as coisas emprestadas pode se tornar desagradável. 
- Nunca se esqueça de conferir sua roupa, sapatilha e cabelo antes de entrar no palco. Um cabelo solto, sapatilha desamarrada ou uma bailarina arrumando a roupa toda hora fazem com que as pessoas passem a prestar atenção no que está errado, em vez de apreciarem a dança. Se sua dança tem adereços, fique atento para que eles não caiam no palco, pois além de desviarem a atenção, podem provocar a queda de um bailarino, o que seria ainda pior. 
- Uma boa bailarina nunca dança com brincos, anéis, colares e esmaltes escuros, a não ser que esses acessórios façam parte da fantasia. 
- Chegue ao local da apresentação com antecedência, para conferir se está tudo OK, para se aquecer antes da dança e para ajudar nos últimos preparativos. Mesmo se a sua dança for uma das últimas do espetáculo, um atraso pode deixar suas colegas ansiosas, além disso, uma pessoa entrando no teatro no meio da apresentação também desvia as atenções. Pense em si mesmo: e se acontecem imprevistos na ida para o teatro? Se um pneu fura? Um congestionamento? É melhor prevenir do que remediar. 
- O reverance é o momento no qual o bailarino agradece os aplausos e a presença do público. Por isso, não fale durante ela e nem saia gritando do palco. Além de soar mal, atrapalha os bailarinos que estão se preparando para dançar depois de você. 

Espero que tenham gostado!!!
Desejo a todos vocês, aulas produtivas e espetáculos memoráveis!!!
Até o próximo post!!!

Márcia Gabriela

domingo, 5 de fevereiro de 2017

A Madastra de Cinderella

 Olá pessoal, tudo bem????

Não é fácil ser diretora de um espetáculo e ainda fazer parte dele.
Em novembro de 2016 dirigi o Espetáculo Cinderella, com os alunos da Escola de Danças Dançarte, no qual também interpretava a Madastra. OMG!!!

A Mise-in-scene do espetáculo me permitia sair e entrar em cena, e assim poder dirigir o espetáculo, interpretar e me comunicar com os bailarinos.


Sempre é um prazer muito grande atuar e a dançar, além de dirigir.


Fiquem com algumas fotos desse lindo espetáculo.


Um abraço!!!


Márcia Gabriela Mota












Uma beleza de Espetáculo - Sheherazade

Olá pessoal, tudo bem?!

Não sou nenhuma crítica de espetáculos de ballet, longe de mim, tal ofício. Porém, acredito que posso me expressar sobre algo que assisti e gostei, no caso deste ballet posso dizer que me apaixonei, tanto é que  expressarei minha humilde opinião, rs.
O Ballet Sheherazade me encantou, seduziu o meu olhar e capturou meu coração... que espetáculo... Bravo!!!

O Espetáculo foi em julho de 2016, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e assisti a estréia do espetáculo, com os bailarinos Cícero Gomes e Renata Tubarão nos papéis principais.

O Baller Sheherezade foi apresentado na segunda parte do programa da noite. Na primeira parte foi apresentado a Ópera Mozart e Salieri.

Confira algumas fotos do Espetáculo.







quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Dicionário de Ballet

Olá pessoal, tudo bem???

Todo mundo sempre me pergunta o que exatamente significam os nomes dos passos de ballet e como se escreve, rss

Pois pensando nisso, coletei alguns dos nomes de passos mais utilizados nas aulas e montei um Pequeno Dicionário de Ballet. Este conteúdo está disponível em muitos blogs de dança  e não poderíamos deixar nossos leitores sem esse assunto.

Então aproveitem e aprendam!!!





PEQUENO DICIONÁRIO DE BALLET

A
  1. Adágio, Adage - Movimento lento e gracioso, essencial para elevar a capacidade de sustentação além do desenvolvimento do equilíbrio.
  2. Air, en l' - No ar, movimentos executados no ar.
  3. Allongé - Alongado, esticado.
  4. Arabesque - Posição em que o corpo fica apoiado em uma das pernas enquanto a outra permanece estendida para trás, formando uma enorme linha da ponta dos dedos das mãos à dos pés.
  5. Arabesque à demi-hauteur - Arabesque a meia altura. A perna deve subir até cerca de 45°
  6. Arabesque à hauter - Arabesque a altura. A perna é erguida até formar 90°
  7. Arabesque Penchée - A perna deve ser levantada o mais alto possível (180°), enquanto o tronco desce com os braços esticados.
  8. Arrière, en - Para trás.
  9. Assemblé - Salto em que as pernas se juntam no ar antes de passarem para a quinta posição.
  10. Assemblé dessous - Assemblé por baixo. O pé direito, que se encontra na frente, na quinta posição, passa para trás através de um assemblé.
  11. Assemblé dessus - Assemblé por cima. O pé direito que inicia atrás, na quinta posição, passa para frente através do assemblé, fechando na quinta posição novamente.
  12. Attitude - O corpo é sustentado por uma das pernas enquanto a outra fica erguida, para trás ou para frente, com o joelho dobrado.
  13. Avant, en - Para frente.


B
  1. Balloné - Um salto com battement tendu no ar, caindo na perna de sustentação em demi-plié.
  2. Battement - Batimento.
  3. Battement fondu - Movimento em que as pernas dobram e alongam conjuntamente.
  4. Battement tendu - Batimento esticado, o pé desliza ao longo do chão até que a perna esteja bem alongada, forçando o peito dos pés para fora.
  5. Battement, grand - Grande batimento. A perna é erguida ao ar esticada e retorna esticada, sem que o resto do corpo se mova.
  6. Brisé - Partido. Um assemblé batido em movimento.


C
  1. Cabriole - Salto com batimento no ar, a perna de base vai até a que está em movimento.
  2. Cambré - Inclinado, curvado.
  3. Chainés - Elos. Uma série de voltas rápidas e encadeadas, transferindo o peso de um pé para o outro.
  4. Changements - Troca de pés.
  5. Chassé - Caçado. Um pé "caça" o outro.
  6. Coupé - Um passo de ligação para transferir o peso do corpo de uma perna para outra; basicamente consiste apenas em colocar um pé no chão enquanto se levanta o outro.
  7. Couru - Correndo. Execução rápida de um passo.
  8. Croisé - Cruzado.


D
  1. Dedans, en - Para dentro.
  2. Dégagé - Livre, destacado. Em uma posição aberta o peito do pé está totalmente arqueado.
  3. Dehors, en - Para fora.
  4. Demi-plié - Meio dobrado. Joelhos meio dobrados.
  5. Derrière - Atrás.
  6. Devant - À frente
  7. Développé - Desenvolvido. A perna é puxada para cima e estirada no ar, mantendo-se os quadris sempre no mesmo nível.


E
  1. Écarté - Separado, afastado. O corpo fica em diagonal para o público, com pernas e braços alinhados.
  2. Échappé - Escapado, fugido. Ambas as pernas movimentam-se para uma posição de abertura.
  3. Effacé - Apagado. O corpo sofre uma leve rotação e a linha das pernas se abre para o público.
  4. Emboîté - Encaixado. Os pés através de um salto, trocam de posição com o joelho levemente dobrado.
  5. Entrechat - Trançado. As pernas, com um salto, são cruzadas, muito rapidamente, uma por trás da outra.


F
  1. Face, en - De frente
  2. Fouetté - Chicoteado
  3. Fouetté en tournant, grand - Grande chicoteado girando.
  4. Fouetté rond de jambe en tournant - Série de voltas realizadas sobre a perna de apoio, com a outra chicoteando e dando impulso ao movimento rotativo.


G
  1. Glissade - Deslizamento. Iniciado com um demi-plié, consiste no deslizamento de um dos pés em determinada direção e, logo após, vinda do outro.
  2. Grand - Grande


J
  1. Jambe - perna.
  2. Jeté - Lançado, atirado. Salto de um perna para outra.


P
  1. Pas - Passo.
  2. Pas de bourrée - consiste, em geral, na passagem freqüente de um pé para o outro
  3. Pas de chat - Passo de gato. Através de um demi-plié, as duas pernas saltam e ficam dobradas no ar ao mesmo tempo que avançam de lugar. Os pés permanecem esticados.
  4. Pas de deux - Passo de dois.
  5. Passé - O pé da perna em movimento passa pelo joelho da perna de apoio.
  6. Penchée - Inclinado. O corpo se inclina para frente e para baixo enquanto a perna eleva-se ao máximo.
  7. Pirouette - Pirueta. Volta completa do corpo, na ponta ou meia ponta, sobre seu eixo.
  8. Plié - Dobrado. Flexão dos joelhos. Este exercício torna as juntas e os músculos mais flexíveis e maleáveis bem como tendões mais elásticos.
  9. Port de bras - Movimentação dos braços. Essa movimentação deve ser feita através dos ombros e não dos cotovelos, buscando uma máxima suavidade. Os braços devem estar arredondados, mas sem que sejam notadas as dobras dos cotovelos.


R
  1. Raccourci - Encolhido. Com a coxa levantada em segunda posição no ar, e com o joelho dobrado, a ponta do pé toca no lado do joelho da perna de apoio.
  2. Relevé - Levantado, erguido. Com um pequeno impulso, o corpo é levantado esticando-se os joelhos.
  3. Retiré - Retirado. A ponta do pé em ação, levanta-se da posição fechada para um ponto logo abaixo do joelho.
  4. Rond de jambe - Movimento circular da perna.


S
  1. Sauté - Saltar, pular.
  2. Seconde, A la - Em segunda.
  3. Sissone simple - Salto com os dois pés que termina em cou-de-pied devant ou derrière.
  4. Sous-sous - Um relevé na quinta posição para a frente; os pés devem estar unidos a ponto de dar a impressão de serem um só.
  5. Soutenu - Sustentado.
  6. Spotting - Este termo é dado ao movimento da cabeça em pirouettes, déboulés, fouetté rond de jambe en tournant, etc.
T
  1. Temps de flèche - Tempo de flecha. A primeira perna é erguida com um batimento a la quatrième devant, em seguida a perna e dobrada e levada para trás, enquanto a outra perna executa um rápido développé.
  2. Temps levé - Tempo levantado. Salto em um só pé
  3. Temps lié - Tempo ligado. Seqüência de movimentos que se ligam suavemente uns aos outros.
  4. Tendu - Esticado, estendido.
  5. Tombée - Termo usado para indicar que o corpo cai para frente ou para trás na perna de movimento num demi-plié.
  6. Tour - Volta, giro do corpo.
  7. Tour en l'air - Iniciando na quinta posição, com um demi-plié, é executado um salto, ereto, descrevendo uma volta inteira no ar, caindo novamente em quinta. A volta pode ser simples, dupla ou tripla, sendo sempre en dehors.


E aí, gostaram?!
Espero que tenham aproveitado e aprendido bastante!!!

Um abraço!!!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ballet Funcional

O dinamismo e a delicadeza da dança juntas em benefício do corpo




O Ballet Funcional, vem ganhando novos adeptos a cada dia. Muitas ex-bailarinas ou até pessoas adultas que sempre sonharam em dançar ballet clássico são as pessoas que mais procuram por essa modalidade de dança. 
A aula é bem descontraída, com o uso músicas bem ritmadas alternadas com as músicas clássicas. 


Mas o que seria esse Ballet Funcional? Nada mais é que os exercícios realizados na aula de ballet clássico. Exercícios de barra e chão são o grande carro chefe da aula, mas também são realizado exercícios no centro e diagonais, com uso de bolas e outros objetos, uma aula que ainda utiliza vários exercícios do pilates solo e também exercícios da tão conhecida aeróbica. 
Resumidamente são os exercícios de ballet clássico de uma forma mais "descolada" unindo exercícios aeróbicos com exercícios anaeróbicos, trabalhando o corpo inteiro, principalmente o glúteo e o abdômen, o que a mulherada mais busca em seus exercícios físicos. Quem gosta de dançar e vive correndo da musculação, tem a dança como uma excelente opção para se exercitar com prazer.

Esta modalidade foi desenvolvida na escola para pessoas adultas que sempre sonharam em dançar ballet clássico e nunca tiveram oportunidade; além desses alunos, ex-bailarinas e adultos que fizeram ballet na infância procuram muito o Ballet Funcional como opção de atividade física. Mas quem nunca dançou  pode fazer Ballet Funcional sem nenhum problema. A aula tem sequencias que se repetem e que qualquer aluno pode acompanhar.

A intensidade nas repetições de cada exercício propõe uma verdadeira ginástica onde o praticante não tem como deixar de transpirar e assim perder muitas calorias, além de esculpir o corpo, desenvolver uma boa postura, sem contar com o trabalho na coordenação motora, ritmo e alongamento.



Uma aula super puxada, mas muito prazerosa que chega a queimar 800 calorias em apenas 30 minutos. Além da música clássica, ainda é utilizado parte do vesturário bo ballet tradicional, como collants e sapatilhas, no entanto algumas alunas se sentem mais a vontade utilizada a "roupa de academia", o que é totalmente permitido nesta aula. 






Balé Funcional é uma excelente opção de exercício para quem não quer ficar parado, para quem gosta de se movimentar.
E então, vamos dançar?!

Até a próxima!!!

terça-feira, 19 de julho de 2016

Métodos do Ballet Clássico

Olá pessoal, tudo bem?

O assunto sobre os métodos de ballet sempre surge nas aulas, principalmente depois que os alunos têm aulas com outros professores com metodologia diferente da ensinada na escola.


Apesar de ser um assunto extenso e até polêmico as principais metodologias de ensino de Ballet Clássico, vieram ou foram formalizadas cada uma por seu mestre, em determinado local, sob certos aspectos estéticos, funcionais e culturais de sua época.


Basicamente as principais diferenças entre as metodologias são caracterizadas pela forma de execução dos passos, a ordem dos exercícios, posturas, colocação, formas dos braços e também na nomenclatura.

Não há como comparar escolhendo um método melhor ou pior de ballet. Cada um tem seus méritos e se propõem a trabalhar mais algum aspecto do que outros. O resultado é estético, baseado numa técnica apurada segundo suas bases estilísticas de trabalho.

Para os bailarinos e estudantes de dança é muito importante poder ao menos conhecer, ou seja fazer por um tempo, um pouco das diferentes metodologias do ballet. É também uma forma de enriquecer o repertório teórico/prático de vivências corporais.

Fiz um pequisa e um pequeno resumo dos métodos mais conhecidos. Mas vale muito a pena você se aprofundar um pouco mais e se possível, fazer uma aula, como já falei.



Método Francês - École Française


A Escola Francesa, nomeada Académie Royale de la Danse (A Academia Real de dança), foi fundada em Paris, pelo rei Luis XIV no ano de 1661, sendo dirigida pelo mestre de danças francês Charles-Louis-Pierre de Beuchamps e composta por 13 “maestros de dança”, como eram chamados.
A Academia Real de Dança foi transformada na Académie Royale de Musique et Danse (Academia Real de Música e Dança), em 1672, futura Ópera de Paris.
Assim, se iniciou a sistematização da técnica do balé com os principais mestres de dança da época, em especial Pierre Beauchamps, pois ele elaborou as cinco posições dos pés e definiu a base do academicismo clássico em idioma francês. Um dos seus ensinamentos foi manter intactos os termos técnicos criados por ele. Esta sistematização do vocabulário do balé em francês tornou possível a preservação do sistema e a execução do mesmo por bailarinos de todo o mundo.
O gradativo domínio da França se fez óbvio no número cada vez maior de termos em francês. A prevalência desse idioma sobre as demais línguas faladas por povos que praticavam a dança cortesã e depois a dança acadêmica foi inevitável.
Em 1725 o maître-de-ballet Pierre Rameau, que ensinara na corte espanhola, escreveu um pequeno livro intitulado “Le Maitre à Danser – O Maestro de Dança”. Nele, Rameau reafirmava a importância da posição en dehors dos pés e das cinco posições fundamentais da dança acadêmica, passando por um processo seletivo que remontava à Grécia e ao Egito. Os termos já conhecidos apareciam ao lado de outros novos ou já citados. O ballet seguia edificando suas bases de maneira tão sólida, que lhe permitiu evoluir, sofrer contestações e mudanças, mas continuar eternamente, ao que parece, uma forma de expressão artística que encantou e encanta o mundo todo, em todas as idades, realizando a sensibilidade de milhares de executantes e espectadores, além de proporcionar um desenvolvimento técnico praticamente insubstituível para a maior parte dos bailarinos e dançarinos em qualquer tempo.
Esse tratado teve a importância considerável de fixar as normas da dança acadêmica em bases sólidas e que vigorariam até o surgimento da figura de Jean-Georges Noverre.
Noverre é de importância capital na moderna concepção de espetáculo. Suas concepções básicas foram expostas no livro, denominado “Lettres sur la Danse et sur le Ballet – Cartas sobre a Dança e sobre o Ballet” publicado pela primeira vez em 1760. Entre outras definições de importância encontradas em sua obra escrita, podemos citar:
“(…) A dança é a arte de formar com graça, precisão e facilidade o passo e formar as figuras, e a pantomima é a arte de exprimir as emoções pelos gestos. A coreografia deve desenvolver os momentos líricos da ação, através de uma sucessão de passagens dançadas e da ação dramática exprimida pela mímica (…)”.
Admitindo o princípio de que a técnica não é um fim, mas um pré-requisito e um meio necessário, insistiu na obrigação de um forte treinamento para os bailarinos. Seguro e profundo, prescreveu regras para a utilização do en dehors e exercícios próprios para o desenvolvimento da extensão e do alongamento das articulações e dos músculos. Podem ser atribuídos a ele a invenção de tours de jambes en dehors e en dedans e dos ports de bras “sem os quais não se adquire expressão”, afirmava. O método francês procura ser fiel às origens e é um dos mais rígidos.
O método Francês é conhecido por seu estilo clean e sofisticado. É um estilo que insiste, com muita elegância e suavidade, em movimentos graciosos em detrimento da técnica perfeita. É aquele ballet dançado, gostoso, que leva mesmo o corpo para outra atmosfera ao fundir dança e mímica.
Para reconhecer um bailarino do método francês é só observar sua fluidez e elegância nos palcos e aulas, e até no jeito de se movimentar em tarefas normais.
Este método de ballet também é caracterizado por sequências muito rápidas, que às vezes parecem um movimento só. A rapidez dos passos dá a ilusão de bailarinos deslizando suavemente e sem esforço no chão. Por causa dos aspectos românticos do estilo, a música é tocada mais lentamente do que nos outros estilos de ballet.
Entre os principais bailarinos formados pelo método Francês estão Manuel Legris, Laurent Hilaire, Belarbi Kader, Isabelle Guerin, e Maurin Elisabeth. E é claro que não podemos nos esquecer de Rudolf Nureyev, que apesar de ser russo e ter começado a carreira no Ballet de Kirov, formou-se também pelo método francês, tornando-se referência pelo Ballet Opera de Paris.

Método Italiano – Cecchetti


A Itália, inventora do ballet, manteve por séculos uma tradição de dança virtuosística e de cunho popular. Inúmeros foram os bailarinos que passaram por sua história e por seus palcos, nas cidades de Milão, Nápoles, Veneza, Florença e Turim, onde os balés exploravam temas republicanos.
Seguindo sua tradição na dança e produziu grandes mestres que originaram a chamada Escola Italiana de Balé, representada principalmente por Carlo Blasis (1795-1878) e por Enrico Cecchetti (1850-1928), ambos são professores e artistas italianos.
O maestro Enrico Cecchetti desenvolveu essa técnica, conhecida como um sistema rigoroso de treinamento, daqueles que exigem muita dedicação mesmo. A ideia de Cecchetti era trabalhar especialmente a anatomia humana usando características essenciais da dança. Um dançarino bem treinado no método tem pureza de linhas e simplicidade no estilo.
O objetivo do professor faz sentido dentro dessa rigidez toda: ele queria que seus bailarinos se tornassem autossuficientes em vez de imitar os movimentos do professor, fazendo o aluno pensar, vivenciar, experimentar, internalizar a dança, mover-se como um instrumento: os braços e as pernas com uma entidade de trabalho. A energia é focada através dos pés indo até a cabeça em uma linha continua infinitamente.
Este método prefere a qualidade sobre a quantidade: é melhor fazer uma pirueta perfeita do que 3, 4, 5 sem eixo, caindo da ponta.
Os alunos são treinados, testados em etapas e avaliados – os testes também são super difíceis. O curso todo dura 6 anos e cada aluno só pode fazer o exame uma vez por ano.
Os instrutores de Cecchetti devem ser registrados pela qualificação pela Sociedade Imperial de Professores de Dança. Chique!
Já sabemos como o método exige envolvimento dos alunos, mas até onde?
Nas aulas, os exercícios de barra são memorizados e repetidos durante um certo tempo. Há uma barra específica para cada dia da semana. Cada um dos lados do corpo é trabalhado alterando de semana para semana. A técnica Cecchetti tem oito posições de braço, e cerca de quarenta adágios (oi?) para desenvolver o equilíbrio e a graça. No fim da aula é feita uma nova coreografia para o aluno aprender rapidamente e executar.
 Detalhe: Bailarinos do método Cecchetti sempre conseguiram as mais altas posições nas melhores companhias de dança em todo o mundo.

Método Inglês – Royal Academy of Dance – RAD


A Royal Academy of Dance foi fundada em 1920, como a Associação de Professores de Dança da Grã-Bretanha, por professores que uniram técnicas de dança francesas, italianas e russas para criar um estilo único de ballet.
Nasceu da união dos principais profissionais de dança organizados por Philip Richardson, editor da revista The Dancing Times, juntamente com Adeline Genée.
Representando os principais métodos de ensino e da prática de dança da época, o grupo formou a Associação e pelos próximos dezesseis anos cresceu em tamanho e influência, o que a levou a receber um selo real. No último encontro do Conselho Privado do Rei Jorge V em 1936, a Associação tornou-se a Real Academia de Dança.
Atualmente são mais de 15 mil membros em 82 diferentes países, o que faz da RAD uma das maiores e mais influentes organizações de ensino e prática de dança no mundo. Além disso, a Royal também tem a maior banca examinadora, que avalia cerca de 200 mil candidatos por ano.
O método oferece 2 programas: Grades e Majors, de acordo com a idade e grau de instrução dos alunos. As aulas são coreografadas e atualizadas de tempos em tempos. Todos os professores que trabalham com o Royal montam suas aulas em cima do Syllabus, um pacote de apostila, CD e vídeo que trazem toda a matéria. Os exercícios são simples e devem ser muito bem executados, tanto pela repetição quanto pela consciência corporal. As aulas são divididas em 3 partes: clássica, free movement e caráter, que se encarregam de trabalhar o bailarino para diferentes ritmos e sensações.
Os exames podem ser semestrais ou anuais e são realizados por uma banca examinadora de fora da escola.
Uma característica muito marcante no método Royal é o fato de os professores encorajarem fortemente os seus alunos a alcançar o seu melhor no entendimento, apreciação e execução do ballet clássico para atingir os mais altos níveis de ensino e aprendizado, e são conhecidos também por seus corpos de baile sincronizados.
Alguns dos bailarinos do Royal mais famosos hoje em dia são: Alina Cojocaru, Marianela Nuñez, Tamara Rojo e o nosso brasileiríssimo Thiago Soares, um orgulho!

Método Russo - Vaganova


O tradicional Russo é também conhecido como Vaganova, por causa da maravilhosa Agrippina Vaganova (1879-1951), que foi diretora artística do Kirov.
Chistyakova, no livro Basic Principles of Classical Ballet (1969) afirma que o Método Vaganova é o desenvolvimento e o prosseguimento da escola russa de ballet, a Russian School of Ballet. Esta escola foi fundada por Akim Volynsky, importante crítico de balé na Rússia.
O início da carreira de Agrippina Vaganova como professora nesta escola foi em 1918. De acordo com Krasovskaya, em 1920 Vaganova começou a ensinar na Imperial Ballet School, no Teatro Maryinsky. Esta escola foi fundada em 1738, em São Petersburgo, pela imperatriz Anna Ivanovna (1693-1740) e recebeu a influência de mestres italianos e franceses que foram lá ensinar como Carlo Blasis, Jean Baptiste Landré, Angiolini. Devido à saída de muitos experientes professores destas escolas para o oeste, Vaganova assumiu as suas classes, formando, aos poucos os primeiros bailarinos soviéticos como Marina Semenova, em 1925; Olga Iodan, em 1926 e Galina Ulanova, em 1928. Em 1927 Vaganova se tornou diretora artística desta escola.
A genial professora criou seu próprio método fundindo elementos dos métodos francês, italiano e mais influências de outros bailarinos russos. Seu sistema de ensino também é exigente e sua técnica, muito precisa.
Em 1934 Vaganova publicou o livro Basic Principles of Classical Ballet. Esta publicação foi de grande importância para o desenvolvimento da pesquisa em dança, pois é a publicação da codificação de seu método de ensino. Além disso, incentivou publicação de outras obras relacionadas ao ensino de balé, como por exemplo, o livro Classical Training Methodology, de N. Tarasov’s, A. Chekrygin’s and V. Moritz’s, em 1940.
O livro Basic Principles of Classical Ballet já foi traduzido para vários idiomas, demonstrando o legado mundial deste método.
Quando viva, Vaganova rigorosamente planejava cada aula de antemão. Assim, elas tinham uma evolução aparente, com bons bailarinos através de sequências difíceis. Além disso, ela fazia questão de explicar as razões de cada exercício. Hoje, cada professor monta a sua própria aula, de acordo com orientações.
Vaganova enfatizou dançar com o corpo inteiro, promovendo a movimentação harmoniosa entre braços, pernas e tronco. Ela acreditava que o tronco é a parte inicial de todos os movimentos, de forma que o tronco da dançarina teve ser reforçado: um exercício que ela prescreveu para esta área era a de fazer séries de pliés com os pés na primeira posição, desenvolvendo equilíbrio e controle. Isso fez surgir bailarinos extremamente fortes, com músculos abdominais e das costas reforçados, o que ajuda em todos os movimentos.
O método Vaganova formou alguns dos principais bailarinos de todos os tempos, como Mikhail Baryshnikov é conhecido por seus saltos aparentemente impossíveis, muitas vezes sem qualquer preparação aparente. Baryshnikov usava seus braços para criar sustentação em seu corpo, sem flexionar as pernas para empurrar o chão, um traço comum a todos os bailarinos formados no método Vaganova.
Além dele, podemos mencionar Marina Semenova, Kamkova Natalia, Ulanova Galina, Mungalova Olga, Vecheslova Tatyana, Kolpakova Irina, Balabina Feya e Natalia Dudinskaya.


Método Americano - Balanchine


Georges Balanchine (1904-1983) nasceu em São Petersburgo, Rússia. Ele era filho de um compositor e desde criança foi introduzido à música. Aos cinco anos começou a ter aulas de piano e aos nove anos ele foi aceito na escola de balé da Imperial Theater School, de São Petersburgo. Ainda adolescente ele iniciou o trabalho coreográfico.
Balanchine foi para os Estados Unidos, em 1933, com o objetivo de criar uma companhia de balé clássico e, em parceria com o empresário americano Kirstein, fundaram a primeira escola americana de balé, em Hartford.
Todas as pessoas que desejavam fazer as aulas de Balanchine eram bem vindas, de todas as idades e corpos.
Balanchine é reconhecido como o coreógrafo que revolucionou o pensamento e a visão sobre a dança no mundo, sendo responsável pela fusão dos conceitos modernos com as idéias tradicionais do ballet clássico, o verdadeiro criador do bailado contemporâneo e um dos maiores influenciadores dos mestres da dança.
Balanchine, sobre si mesmo, “Nós devemos primeiramente compreender que a dança é uma arte independente, não um mero acompanhamento. Eu acredito que ela seja uma das grandes artes… A coisa importante no balé é o movimento por si mesmo. Um balé pode conter uma história, mas o espetáculo visual…é o elemento essencial. O coreógrafo e o bailarino devem lembrar-se que eles devem alcançar a platéia através dos olhos. Esta é a ilusão no qual convence a platéia, tal como é no trabalho de um mágico.
Depois dessa linda definição, vale observar alguns detalhes fortes de sua técnica:
port-de-bras é a tradução da liberdade refletida em auto-suficiência e auto-estima. As mãos mostram os cinco dedos de maneira acentuada e devem ser livres na sua movimentação (são uma marca registrada) e os grands-pliés sobem de uma vez, sem paradas nítidas no demi-plié.
Em todos os movimentos em que o calcanhar tenha saído do chão, ao retornar, ele não deve encostar totalmente de novo, o que acentua a velocidade da execução dos movimentos e contrasta fortemente com a concepção de Vaganova, em que o demi-pliéprofundo é acentuado, buscando-se, ao colocar o calcanhar no chão, não apenas alongar o tendão de Aquiles, mas também favorecer a altura dos saltos. Ou seja: o bailarino de Balanchine dança numa velocidade muito superior ao russo; em compensação, o bailarino formado pelo método Vaganova tem saltos muito mais altos, o que, obviamente, exige um tempo maior de execução.
Os quatros arabesques denotam o deslocamento do ombro para sugerir a idéia de oposição, de cruzamento entre tronco e quadris (o eixo central do corpo é sempre a referência da direção da perna e do braço em arabesque, por isso as pernas nas direções devant e derrière são usadas com cruzamento acentuado). Nesse movimento, o quadril é mantido acentuadamente aberto.
Os movimentos devem ser executados pensando em cada um no momento em que estão acontecendo; não se deve sacrificar um movimento em função da dificuldade do movimento seguinte.
Os attitudes derrière, na posição effacé, não são tão alongados para que formem um ângulo oblíquo como os russos; tampouco são tão encurtados que formem um ângulo reto como os ingleses. O attitude devant deve ser bem cruzado e por consequência só será en dehors dentro da medida do sensato e do possível.

A ideia de se criar a primeira instituição de ensino de balé em Cuba surgiu em uma das reuniões da Sociedad Pro-Arte Musical de La Habana, a pedido de Natalia Aróstegui, esposa do então consul de Cuba em Nova York, Don Pablo Suárez. Assim, em 30 de junho de 1931 surgiu a Escuela de Ballet de Pro-Arte Musical, que contava com o apoio da burguesia habanera.
O professor russo Nicolai Yavorski foi nomeado diretor da escola. Suas aulas eram realizadas no Teatro Auditorium. Participavam alunas meninas e jovens, filhas de associados da instituição e outras pertencentes a famílias de médios recursos.
Alicia e Fernando Alonso tentaram formar uma companhia de dança em Cuba, mas logo perceberam que necessitavam primeiramente formar bailarinos com características artísticas próximas às deles. Assim formaram, em 1950, a Academia de Ballet Alicia Alonso, tendo como critério a seleção daquilo que mais valorizavam dentro do repertório de experiências que tiveram com professores russos, italianos e ingleses.
De acordo com Pedro Simón (1973), a partir desses critérios esses profissionais procuraram criar um método que se adaptasse aos cubanos, levando em consideração o clima, a constituição física e o caráter cubanos.
A escola cubana foi desenvolvida a partir da grande influência que os russos exerceram em seu país, e na experiência pessoal de Alicia Alonso, sua figura mais mítica, nos Estados Unidos como figura principal do American Ballet Theatre. Alonso e uma equipe de mestres da dança, respeitando as características biofísicas do povo cubano, se impuseram ao mundo pela excelência dos bailarinos que produziram em pouco tempo.

Método Cubano – Escola Cubana de Ballet

O método cubano combina uma proposta que mistura o melhor da Escola Russa (Vaganova) e adiciona características próprias do temperamento e do biotipo dos bailarinos latino-americanos.
Suas aulas são bem expansivas e trabalham muito com allegros, batteries e giros. Bailarinos cubanos são conhecidos por suaagilidade e grande força.  Hoje os cubanos ocupam vagas de primeiros bailarinos nas principais companhias do mundo.
O Método Cubano de Ballet Clássico é considerado o mais adequado às condições físicas, à musicalidade e à expressão corporal latinas.
O Ballet Nacional de Cuba ocupa hoje a posição de uma das maiores companhias de dança do mundo. Criado em 1948 como Escuela Cubana de Ballet, sempre foi reconhecido pela grande capacidade técnica e artística de seus profissionais.
Dessa forma, o método cubano de ensino foi sendo formado com a peculiaridade de adaptar os métodos do balé clássico às características próprias ao povo cubano. Foi a primeira escola de ensino profissional de balé em Cuba.

Espero que vocês tenham gostado! 
Esse estudo é muito vasto, então sempre que puder, estarei falando mais sobre esse assunto.
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Beijoss!!!



Fonte de Pesquisa dos Métodos: Blog Nas Pontas
www.naspontas.com.br